TIM Festival 2006

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Saiu hoje a escalação completa do TIM Festival 2006, que além de São Paulo e Rio de Janeiro, incluirá Curitiba e Vitória. Entre as muitas presenças, shows de Beastie Boys, Daft Punk, Yeah Yeah Yeahs e Herbie Hancock. Veja mais aqui.


Miike no PlayStation 2

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Antes de mais nada, quero agradecer aos primeiros colaboradores deste blog: Rafael Bonatti (pela pegadinha japonesa) e Paulo Muppet (pelo post em questão).

E essa é quente: Takashi Miike, um dos mais prolíficos cineastas japoneses e autor de filmes extremos e impactantes como “Audition”, “Itchi The Killer” e “Gozu”, entrou de sola no mundo dos games.

A Sega chamou o cineasta para dirigir uma série de 4 curtas-metragens que funcionam como uma prequel para o novo jogo de PlayStation 2, “Yakuza”.

Pelo que dá para assistir dos 2 primeiros episódios disponíveis, Miike manteve a delicadeza e a carnificina típicas de sua obra.

E só para atiçar mais, o game - não os curtas - conta com as vozes de Mark Hammil (“Star Wars”), Michael Madsen (“Cães de Aluguel”, “Kill Bill”) e Michael Rosenabaum (o Lex Luthor de “Smallville”).

O lançamento do jogo está previsto para 15 de setembro. 


Snakes on an Audition

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Ainda no assunto: “Snakes on a Plane” tem um séquito fervoroso na internet, mas tem gente que prefere fazer graça.

Aqui, um cara faz imitações de Christopher Walken, Jack Nicholson, Joe Pesci e Robert De Niro disputando um papel no filme.


O Senhor dos Nerds

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Eu nunca vi nada igual. Mas até aí, quem se importa com o mais rápido jogador de Cubo Mágico do mundo…com uma mão só?

Só um detalhe: ele é canhoto.


Viagem Maldita

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Mais um remake de terror na praça. Agora, o cult “Quadrilha de Sádicos”, dirigido por Wes Craven em 1977, ganha nova roupagem com o diretor francês Alexandre Aja. O sensacional título original (“The Hills Have Eyes”) ainda é o mesmo, mas foi traduzido agora como “Viagem Maldita”.

Aja tornou-se um dos novos reis do horror ao dirigir em sua terra natal “Alta Tensão”, obra que resgata a tradição dos slashers dos anos 70. Para os curiosos, já está disponível em DVD. Assim que for assistido por este Blog, contaremos tudo.

Voltando ao que interessa, Aja respeitou o roteiro original e recontou a história da família Carter. Viajando com um grande trailer rumo à Califórnia, o casal Big Bob (Ted Levine) e Ethel (Kathleen Quinlan) pretendem comemorar suas bodas de casamento ao lado dos filhos adolescentes Brenda (Emilie de Ravin), Bobby (Dan Byrd), Lynn (Vinessa Shaw) e o marido desta, Doug (Aaron Stanford).

Atravessando o deserto do Novo México, os Carter reabastecem num posto caindo aos pedaços e aceitam a sugestão do suspeito dono do lugar, que sugere um atalho pelas colinas para que cheguem mais rápido ao seu destino. O problema é que este homem está mancomunado com uma família de mutantes canibais que habitam estas colinas.

Quando o trailer quebra no meio do deserto, a família torna-se vítima de uma série de ataques dos canibais, tentando sobreviver a qualquer custo.

A seqüência de eventos é praticamente a mesma do original, salvo uma ou outra alteração. Mas a forma e as intenções de cada obra são bem distintas.

Antes de mais nada, era óbvio que a nova versão seria bem mais sanguinolenta e explícita do que a anterior. Cabeças explodindo, dedos decepados, machadadas na cabeça: tudo está muito mais visceral do que nos anos 70. O diretor usa e abusa de maquiagens realmente grotescas nos mutantes (à exceção do personagem Pluto, que agora parece clone do Sloth de “Os Goonies”; na versão original, foi interpretado pelo naturalmente feio Michael Berryman). O “modernismo” também surge de forma desnecessária: certos momentos são tomados por uma edição frenética, típica da geração MTV, mas contrária à narrativa do filme.

Agora, também, o pesadelo ganha contextos e metáforas políticas: ao mostrar que as mutações foram decorrentes de testes nucleares governamentais, Aja mostra que a exclusão e o surgimento do mal é criada pela própria sociedade. E quando os mutantes atacam uma típica família americana, não dá para não pensar em Osama Bin Laden, que foi ironicamente treinado pelos EUA. O mundo realmente dá voltas.

O fato de ser francês permitiu que ao diretor um olhar ácido em relação ao patriotismo norte-americano e à eterna disputa entre republicanos e democratas, claramente representada na discussão entre dois personagens. Mas o destino e a jornada de cada um deles nos faz pensar que são apenas dois lados da mesma moeda suja. Isso sem falar na cena da bandeirada…

Os mutantes culpam suas vítimas por tudo que sofreram; este simplismo narrativo soa totalmente desproposital. “Viagem Maldita” poderia muito bem sobreviver sem este e outros clichês, como a ridícula música heróica e triunfal que insiste em ser tocada quando não deve.

Em comparação ao original, o filme perde em alguns aspectos: o grupo de canibais era claramente uma família na versão de Wes Craven, formada por pais e filhos. Com isso, ficava muito mais interessante analisar o reflexo dos Carter na família mutante. Na visão de Aja, ele omitiu essa informação, delineando-os como um bando de degenerados selvagens, muitas vezes incapazes de raciocinar. Isso diminui a profundidade dos personagens, mas garante ainda mais a selvageria de seus ataques. Papa Júpiter, que era o líder e estrategista do clã na primeira versão, agora parece um mendigo demente, sem dar indícios de que poderia ser o chefe dos assassinos. Uma pena, pois fez com que o bacana Billy Drago fosse totalmente subaproveitado na sua atuação.

E, de uma forma geral, as reações dos personagens são menos críveis, algo melhor resolvido na outra versão.

O que nos leva ao grande e surpreendente destaque do filme: Aaron Stanford. No papel de Doug, um pacato vendedor de celulares, Stanford sofre uma transformação completa durante a jornada do filme.

Apresentado como um marido submisso e um genro sem voz ativa, Doug só se sente à vontade como homem – de suposta atitude – ao lado do genro adolescente Bobby. Aos testemunhar as barbaridades cometidas pelos mutantes, Doug abandona sua passividade e resolve lutar pelo que é seu por direito, independente dos meios necessários, semelhante à experiência de Dustin Hoffman em “Sob o Domínio do Medo”, de Sam Peckinpah. E é neste homem ordinário que reside a empatia com a platéia. 

Para quem acha que conhece Aaron Stanford de algum filme, ele é nada menos que Pyro, o mutante flamejante de “X-Men 2” e “X-Men: O Confronto Final”, aqui totalmente irreconhecível.

No aspecto técnico, ponto para a árida fotografia de Maxime Alexandre, que garante o clima seco e de desespero do filme.

E a grande seqüência que fez valer o ingresso é justamente a longa aventura de Doug pela cidade fantasma, onde o pesadelo adquire tons muitos mais perturbadores. Aliás, há tempos que não se via um protagonista apanhar tanto como este Doug em “Viagem Maldita”. Vale também a cena inicial, com uns cientistas analisando os níveis radioativos do deserto.

Somando prós e contras, “Viagem Maldita” se sustenta, mostrando ser bem melhor do que a média das fitas de terror que pipocam por aí. Mas comparando com o original… ficou devendo. E olha que “Quadrilha de Sádicos” nem era tão espetacular assim. Mas com a comparação com o remake, conseguiu a dianteira.

Viagem Maldita (The Hills Have Eyes, 107 min, 2006)
Dir.: Alexandre Aja
Com: Aaron Stanford, Emilie de Ravin, Dan Byrd, Ted Levine


Pegadinha japonesa

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Essa veio de um ávido leitor do Blog. É uma pegadinha da TV japonesa. É um pouco longo, mas vale a pena para entender que o humor da Terra do Sol Nascente é bem parecido com o nosso. Só é um pouco mais extremo…

http://www.youtube.com/watch?v=8gNsDp2N6yM


Vídeo Drôga

Terça-feira, Agosto 22, 2006

E a trupe da Eca continua implacável: depois de quebrar tudo em “Honra Lavada com Sangue”, eles criaram uma paródia hilária do “Mais Você” da Ana Maria Braga, agora chamado de “Vídeo Drôga” . É o mesmo estilo casual, com dicas espertas para os espectadores. A diferença é que o assunto é cocaína, o apresentador é um viciado e o Louro José virou um castor alucinado. Assista a parte 1 e a parte 2. Já aviso que é totalmente inapropriado pra criancinhas…

Caí da cadeira de tanto rir quando vi o castor cheirando pó. Tô falando sério.


Lost – final da 2a. temporada

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Absolutafantasticagenial. Só assim para descrever o último episódio da 2ª. temporada da série “Lost”, no canal AXN. Pra quem curte a série, foi espetacular.

A sacada foi resolver alguns dos grandes mistérios do que aconteceu até aqui. Por que o avião caiu? O que acontece se o botão não for apertado? Quem é o líder dos Outros? Quem é o verdadeiro protagonista desta história toda?

Tudo isso é respondido. Ou pelo menos, parece que foi…

Sobre a última pergunta: Sim, parece que há um personagem que pode ser o eixo – e a causa – de tudo. E é totalmente inesperado…

Agora, só podemos aguardar pela próxima temporada, que já conta com o reforço do nosso Rodrigo Santoro. 

O galã já se deu bem, logo mais estará em Hollywood pra valer. E pensar que eu já dei carona pra esse rapaz no meu Gol…

E se formos pensar naquela brincadeira dos seis graus de separação, eu estou a 4 graus do Spielberg: (1) Santoro será dirigido por (2) J.J. Abrams que já dirigiu (3) Tom Cruise que já foi dirigido por (4) Spielberg. E vocês estão a 5 graus… Coisa chique, né!?


Rastejando nas bilheterias

Terça-feira, Agosto 22, 2006

Finalmente estreou neste fim-de-semana, nos EUA, o aguardado e famigerado “Snakes on a Plane” (no Brasil, será “Serpentes a Bordo”). Com um dos títulos mais francos e diretos que já se tem notícia, “SoaP” – como ficou conhecido por lá – gerou um tremendo buzz na internet devido a um post no blog do roteirista Josh Friedman e por outros fatos:

1) O roteiro sem-vergonha mostra Samuel L. Jackson como um agente do FBI protegendo uma importante testemunha (e o restante dos passageiros) de um ataque premeditado de cobras venenosas durante um vôo Havaí – Los Angeles;

2) Samuel L. Jackson assinou contrato no momento que leu o título do roteiro, para desespero de seus agentes;

3) Os executivos da New Line tentaram mudar o título do filme para o sutil “Pacific Air 121”, o que gerou protestos na internet e do próprio Jackson;

4) Inicialmente planejado para receber uma censura mais branda, o estúdio mudou de idéia na pós-produção e autorizou uma nova rodada de filmagens para incluir mortes mais sangrentas na história;

5) Devido a insistência dos internautas, o estúdio adicionou uma fala ao personagem de Jackson: “I’ve had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!!!”;

6) A adoração pelo filme gerou uma avalanche de homenagens de trailers não-oficais, passando por canecas promocionais e um concurso para escolher uma música original a ser incluída na trilha sonora. Tudo feito pelos fãs e para os fãs, com total apoio da New Line.

Para entender um pouco mais, acesse:

Trailer oficial do filme
Jon Stewart entrevista Sam Jackson 
Reportagem da CNN sobre o filme 

Todo este hype fez com que a estréia do filme fosse um dos momentos mais aguardados do ano. Afinal, será que “SoaP” sobreviveria a esta pressão e conseguiria um bom desempenho nas bilheterias?

Aparentemente não. Com apenas US$ 15, 3 milhões em seu primeiro fim-de-semana, as cobras de Jackson ficaram muito abaixo do esperado, previsto entre US$ 20 e US$ 30 milhões. Mas os críticos têm aprovado o filme, que não tem pretensões além do que realmente é: um filme B para ser assistido num sábado à noite. É só checar as resenhas de Harry Knowles, Time Magazine e do New York Times.

Aliás, a idéia não é original. Alguém se lembra do horrível esquete do SNL de anos atrás com o mesmo tema? Tinha o John Goodman e o Will Ferrell… Peraí, o que era piada virou coisa séria!?


Duelo Mortal na USP

Sexta-Feira, Agosto 11, 2006

Um grupo de alunos de Cinema da USP resolveu fazer um curta-metragem de Kung-Fu. Dentro da própria universidade, dublado em mandarim (ou será que é embromation?) e com legendas em português. Bom humor, ótima coreografia, trilha de Ennio Morricone e até aqueles super zooms, típicos dos quebra-quebra dos anos 70. O nome da pérola é “Honra Lavada Com Sangue”. Uma palavra: imperdível!!