Filmes da 30a. Mostra SP – parte 1

Sábado, Outubro 28, 2006

Encerra-se a primeira semana da 30ª. Mostra Internacional de Cinema de SP, e este blog assistiu a 3 filmes neste período. Vamos a eles:

Um Dia de Verão
Dir.: Franck Guérin (Um Jour D’ Été, França, 2006)

Filme francês um tanto…francês. Numa cidadezinha do interior da França, dois jovens amigos matam o tempo durante as férias, até que um deles morre quando a trave do gol cai em cima do rapaz. Ah, sim…ele era o goleiro.

Com tal acontecimento inusitado, espera-se que surja algum mistério disso, mesmo que fosse francês. Mas que nada: o filme patina ao mostrar a vida dos personagens afetados por esta tragédia. Pensa-se que chegará a algum lugar, mas não chega coisa alguma. E então, temos o final aberto…e francês.

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Amor de Verão
Dir.: Piotr Uklanski (Summer Love, Polônia/EUA, 2006)
 
Não, não é a continuação do filme acima. Agora, entramos no território do “western polonês”. Isso mesmo: o diretor Piotr Uklanski realiza uma homenagem/paródia/brincadeira com o mais americano dos gêneros cinematográficos, inclusive colocando atores poloneses falando em inglês (mas com aquele sotaque de aluno de cursinho de línguas).

Os personagens não têm nome, são apenas “o xerife”, “o estranho”, “a dona do bar” e por aí vai. Começa promissor, com um estranho chegando em um vilarejo para coletar a recompensa por um bandido morto. Mas o filme vai ficando cada vez mais artístico e sem sentido (culpa do diretor, que é artista plástico), resultando numa obra incompreensível e sem propósito.

Destaque para o único ator hollywoodiano no elenco, Val Kilmer. Ironizando sua condição de astro, Uklanski o coloca como o bandido morto. E Kilmer fica assim, inerte do início ao fim do filme, sem uma única reação ou flashback. Ele aparece pouco, mas é impossível não rir quando o vemos estatelado no chão e de olhos arregalados. Mas um Val Kilmer morto não faz um filme.

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Dias Gelados
Dir.: Danny Lerner (Yamim Kfuim, Israel, 2005)

Instigante e curioso “noir israelense” – pois é, hoje a mistura está exótica – , o diretor Danny Lerner conta a história de uma traficante de Tel-Aviv que, vagando pela noite, tenta encontrar-se com um rapaz que conheceu pela internet. Infelizmente, o local do “blind date” sofre um atentado terrorista, deixando o rapaz em coma. A partir daí, a mulher decide adquirir a identidade dele, assumindo uma outra vida.

Pelo fato de ser um projeto de conclusão de curso de Lerner, o filme apresenta visíveis limitações técnicas e financeiras. Mas o grande trunfo do filme é a presença magnética e sedutora de Anat Klausner como a protagonista Meow. Lembrando uma Asia Argento de traços mais delicados, ela possui a frieza típica das grandes damas do suspense, como Grace Kelly e Kim Novak. Hitchcock ficaria fascinado, e olha que ela nem é loira…

O filme é todo em PB, com uma única (e inteligente) cena colorida. Captado em DV, a imagem surpreende pela nitidez e qualidade na tela grande.

A chave do mistério busca ser surpreendente, mas sofre do mal do típico suspense psicológico. Quem assistir, vai entender…

Para os interessados, há uma entrevista com o diretor aqui.


Encontrar seu comercial na internet: não tem preço

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Extra, extra!!

Acabo de encontrar o comercial de Mastercard disponível na internet. Agora não tem mais desculpa…é assistir minha performance e dar boas risadas.

E agora voltamos com nossa programação normal…


O Albergue

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Cara… Hollywood deve estar do avesso. No ano-novo de 2006, um filme de baixo orçamento, assustador e sanguinolento conseguiu alcançar o 1º posto nas bilheterias norte-americanas, deixando “As Crônicas de Nárnia” e “King Kong” para trás. Eli Roth acertou mais uma vez.

“O Albergue” é a nova empreitada do criativo diretor de “Cabana do Inferno” (Cabin Fever, 2002). Desta vez, a história gira em torno dos jovens americanos Paxton (Jay Hernandez) e Josh (Derek Richardson). Viajando pela Europa, os dois conhecem o islandês Oli (Eythor Gudjonsson), outro mochileiro. Todos estão em Amsterdã, atrás de maconha e mulheres.

Próximos do fim da viagem, eles ouvem falar de um albergue na Eslováquia onde tem mulheres de sobra e sedentas por sexo. Quando chegam lá, os rapazes percebem que a mina de ouro não reluz tanto assim, e tudo começa a ficar bem sangrento…

Como uma história nada original, que até tem ecos de “O Alvo” de John Woo, Roth cria um clima de mistério e de angústia, deixando a tensão cozinhar lentamente. O primeiro terço do filme não dá indícios de terror; o diretor toma o tempo necessário para desenvolver sua história e seus… personagens.

Parece piada com um filme desse tipo, mas os personagens são tridimensionais, fugindo dos estereótipos “jovens e burros” dos filmes de terror. Ok, os americanos até se portam como idiotas e donos da verdade, mas isso é só uma cutucada de Roth na nação de George W. Bush.

Como em seu outro filme, o roteiro faz com que acreditemos nas ações de cada personagem, até nos levar ao horror da situação. Só a gangue dos moleques de rua não funciona desse jeito, mas não dá para vencer todas…

Ao contrário do que o marketing do filme diz, “O Albergue” não é tão sangrento assim. A impressão é de que se viu muito mais do que foi exibido; esse é o truque.

Há obviamente um clima de medo e desespero no terço final do filme, mas as cenas ditas “sangrentas” são poucas. Mas são o suficiente para fazer o seu olho cair. Pode acreditar.

Para padrões americanos, o filme é um soco no estômago. Acabou a geração Jason. Os filmes de terror estão tratando do real e do cotidiano, e aí estão os verdadeiros medos e paranóias de cada um. As pessoas não projetam mais suas fobias num psicopata que nunca morre. Transformar isso numa catarse coletiva no cinema é a nossa válvula de escape.

Eli Roth veio pra ficar. Gasta pouco, rende muito e é apaixonado por horror. E ele faz os filmes que gostaria de assistir, se fosse um mero espectador. Ainda bem.

Aliás, “O Albergue 2” já está engatilhado. A história continua exatamente de onde parou, acompanhando também três garotas que descobrem um albergue italiano com o mesmo tipo de serviço de quarto. Promete…

O Albergue (Hostel, 94 min, 2005)
Dir.: Eli Roth
Com: Jay Hernandez, Derek Richardson


Promoção Cinema Gemini!!

Terça-feira, Outubro 17, 2006

Agora, serviço de utilidade pública:

O cinema Gemini (situado numa galeria na esquina da R. Joaquim Eugênio de Lima com a Av. Paulista) está com uma promoção imperdível: na compra de um ingresso, você tem direito a comprar outro por apenas R$ 3,00. Isso mesmo, três reais!! Só não vale usar na mesma sessão do primeiro ingresso.

Você pode usar em qualquer dia e horário até o dia 30/11/2006. Ah, e independente da promoção, você tem direito a um brinde na bomboniére do cinema, que pode ser uma água, uma paçoquinha ou um bombom.

Aproveite a promoção e ajude o cinema Gemini. Afinal, ele é o único sobrevivente do circuito da Paulista dos anos 80. Todos os outros fecharam (Top Cine, Astor, Studio Alvorada, Liberty, Center 3, Gazeta e Gazetão) ou foram reformados (Cinesesc, Belas Artes, Bristol, Cinearte – Cine Bombril, Gazetinha – Reserva Cultural).

Claro que o Gemini não tem som digital e as poltronas são um pouco desconfortáveis mas, pra quem é cinéfilo, é um dos poucos cinemas que oferece algo raro hoje em dia: nostalgia. Minha primeira sessão lá foi com o filme “De Volta Para o Futuro”, quando fui com minha mãe.

O Gemini fica na Av. Paulista, 807. Tel: 3289-3566. Ingressos de R$ 9 a R$ 12.


Postar depois de um mês: não tem preço

Domingo, Outubro 15, 2006

Eu sei, eu sei…sumi do mapa por quase um mês. Mas vou compensar, prometo.

E para matar a saudade de mim, nada melhor do que me ver na TV. Já faz uma semana que está no ar o novo comercial da Mastercard, onde eu interpreto um cara a la Ben Stiller que acaba destruindo um banheiro.

Não sou daqueles que adora vender seu peixe, mas devo dizer que este é um salmão de primeira. Quem assistiu, garante: é de morrer de rir.

Mas se você não gosta de ficar esperando o intervalo, pelo menos pode assistir outros comerciais que já estão na internet. Um bem bacana é o “Homem Bonito” (Sprite), dirigido por Alex Miranda, lá da Margarida Flores e Filmes. Clique aqui e procure o nome do rapaz.

Se não for suficiente, pode entrar no site da Cia. de Cinema e ver dois filmes dirigidos por Rodolfo Vanni: “Festa” (carro Fox) e Schincariol (Nova Schin, com a foto de garçons carecas). Neste último, estou na muvuca como um dos “neurônios”.

E agora chega de falar de mim…pelo menos por enquanto.


Batalha das Capas

Domingo, Outubro 15, 2006

S-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l vídeo no YouTube: os dementes da Ugly Pictures bolaram uma animação com dezenas de capas de disco famosas, resultando em um massacre sangrento e hilariante. Uma capa atacando a outra…se é que isso faz sentido. O estilo é o mesmo das vinhetas históricas do Monty Python. Van Halen, Ozzy Osbourne, Billy Joel, Michael Jackson, Metallica: não sobra pedra sobre pedra.