Domingo, Julho 1, 2007

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Dirigido por Luiz Sérgio Person / Videofilmes
São Paulo, ame-a ou deixe-a
Clássico absoluto do cinema brasileiro, São Paulo S/A escancara a metrópole em seu ápice industrial, analisando o surgimento da nova classe média através do trabalho e dos amores de Carlos (Walmor Chagas). A narrativa ousada e desconstruída, moderna para a época, ainda impressiona. Com habilidade e crítica social, Person monta uma declaração de amor – e ódio – a esta cidade que fascina e oprime.
publicado na revista Rolling Stone nº 07
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Escrito por Rodrigo Arijon
Domingo, Julho 1, 2007

Filme :«««
Extras :««
Dirigido por Cao Hamburger / Buena Vista
Minha vida de goleiro
Em seu segundo longa-metragem, Cao Hamburger pinta um retrato honesto e sensível sobre 1970, quando a Copa do Mundo serviu de válvula de escape contra a ditadura no Brasil. Em um trabalho delicado, o diretor montou um filme orgânico, onde a técnica é discreta e perfeita. A fotografia, a direção de arte e a trilha sonora complementam-se sutilmente, valorizando a narrativa.
O menino Mauro (Michel Joelsas) enfrenta uma nova realidade quando seus pais entram de férias (são militantes em fuga) e ele é obrigado a viver no bairro judeu do Bom Retiro, em São Paulo. Conhecendo novos amigos e sentindo-se solitário como um goleiro, Mauro acompanha a conquista do Tri enquanto aguarda a volta de seus pais.
O estilo e a temática aproximam o filme do argentino Kamchatka, de Marcelo Piñeyro. Em ambos, a ótica infantil trata a repressão política como desagregador familiar.
Nos confusos extras, um mesmo making of em duas versões (!), cenas excluídas (mas algumas são cenas estendidas) e erros de gravação.
publicado na revista Rolling Stone nº 07
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Escrito por Rodrigo Arijon
Domingo, Julho 1, 2007

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Steve Carell, Rainn Wilson, John Krasinski / Universal
Inglês para americano ver
Há de se perguntar: por que fazer um remake americano de uma série britânica que já era ótima, e pior, falada em inglês? A resposta está aqui.
The Office foi uma sitcom de curta duração da BBC que obteve grande sucesso e catapultou o criador e protagonista Ricky Gervais ao posto de estrela. A originalidade garantiu os prêmios de Melhor Ator e Melhor Série de Comédia no Globo de Ouro, feito inédito para a TV inglesa.
Já a versão americana utiliza os ingredientes do original, mas sem perder a graça e criando uma identidade própria. A fórmula funcionou e a filial já tem mais episódios do que a matriz.
A premissa é a mesma: acompanhar o cotidiano do enfadonho escritório de uma distribuidora de papéis, chefiado pelo ridículo gerente Michael Scott (Steve Carell). Esse verniz de tédio é a mola propulsora para os embates mesquinhos de empregados como o sacana Jim(John Krasinski) e o puxa-saco Dwight (Rainn Wilson).
A atmosfera “gente como a gente” nos lembra das pessoas dispensáveis que encontramos pela vida. Lembra daquele chato com quem você trabalhava? Então…
O estilo mockumentary é o mesmo do programa inglês, registrando a rotina e entrevistando os funcionários. A câmera é percebida pelos personagens e eles reagem à sua presença – sempre de forma embaraçosa. Comédia de constrangimento, com os risos nas entrelinhas.
Carell comanda o show e sua performance lhe garantiu o Globo de Ouro de melhor ator em 2006. Apesar de ser diferente da atuação de Gervais, o inglês ainda leva vantagem.
A 1ª. temporada americana tem apenas 6 episódios e o DVD brasileiro segue enxuto, sem extras.
publicado na revista Rolling Stone nº 06
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Escrito por Rodrigo Arijon
Domingo, Julho 1, 2007

««1/2
And Through It All Robbie Williams Live 1997 – 2006 / EMI
Let him entertain you
Idolatrado na Europa mas nem tão famoso por aqui, Robbie Williams mostra seu best of de apresentações ao vivo e performances na TV, abrangendo toda sua carreira solo. Debochado e com um carisma do tamanho de seu ego, Robbie impressiona ao conduzir as gigantescas multidões de seus shows. Nunca a palavra popstar soou tão apropriada. Pena que a repetição de algumas músicas seja um tanto irritante.
publicado na revista Rolling Stone nº 06
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Escrito por Rodrigo Arijon
Domingo, Julho 1, 2007

«««1/2
Steve Rude / Pixel Media
Sem medo de ser retrô
Atenção, malfeitores, cuidado com o Traça!
Quem? Na falta de outro inseto disponível (já temos o Besouro Azul e o Homem-Formiga), Steve Rude criou um herói mascarado com gostinho de anos 60. Na verdade, o Traça é um artista circense que usa sua força e habilidades acrobáticas para combater o crime. A diferença é que ele faz isso para receber recompensas por seus atos.
A origem do personagem não fica muito clara neste volume, mas não importa. O roteiro de Gary Martin segue na contramão da Marvel e DC, retomando o espírito simples e divertido das antigas, sem tramas complexas. E a maestria dos desenhos de Rude transborda a influência de Jack Kirby por todas as páginas.
A tiração de sarro com o gênero de super-heróis é ainda mais evidente com o uniforme ridículo (“Só falta um par de saltos altos!”) e com as gags, dignas de uma sitcom. Bom, pelo menos ele não foi picado por uma traça mutante.
publicado na revista Rolling Stone nº 06
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Escrito por Rodrigo Arijon
Domingo, Julho 1, 2007

«« 1/2
Dirigido por Jeff Zimbalist e Matt Mochary / Paris Filmes
A estética vence a pobreza
O olhar estrangeiro dos americanos Jeff Zimbalist e Matt Mochary encontra um assunto de forte impacto social: o empenho do grupo AfroReggae em afastar do narcotráfico os jovens moradores das favelas cariocas.
Acompanhando o cotidiano do vocalista Anderson Sá, os diretores acertam ao apontar a vitória da decência sobre as adversidades, mas a edição estilizada e o tom melodramático estragam a festa.
publicado na revista Rolling Stone nº 05
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Escrito por Rodrigo Arijon